Temer se reúne com Lula e garante que Sarney não renuncia. Veja
Publicado em 20/04/2010
Fonte: Assessoria
Autor: Temer garante ao Presidente que Sarney não renuncia
O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), garantiu na noite desta terça-feira(05), após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que José Sarney (PMDB-AP) não renunciará à presidência do Senado. "Ele não vai renunciar", assegurou.
Temer afirmou que Lula quer que o Senado resolva sozinho a crise que está enfrentando, mas não deixa de tratá-la com parlamentares. "O presidente continua muito empenhado no sentido de que o Senado resolva a questão por conta própria, mas evidentemente considerando todo o apreço pelo presidente Sarney", afirmou Temer, ao final da reunião.
José Sarney é suspeito de ter envolvimento com os atos secretos - decisões que desde 1994 não eram publicadas propositadamente para encobrir benefícios - e com supostos favorecimentos de familiares e da fundação que abriga o acervo da época em que ele foi presidente da República.
Nesta terça-feira(04), senadores da base aliada e da oposição articularam uma investida para rebater todos os discursos favoráveis a José Sarney feitos em Plenário.
Os parlamentares devem firmar um abaixo-assinado suprapartidário se o pedido de arquivamento das denúncias contra Sarney for mesmo recomendado nesta quarta(05) no Conselho de Ética. O documento seria assinado por senadores do PSDB, DEM, PDT, PSB e dissidentes do PMDB.
Apesar da oposição ao presidente da Casa, Sarney é fortalecido pelo apoio do presidente da República, embora Lula tenha dito, na última quinta-feira, que a crise do Senado "não é problema" dele.
MP 460
Temer disse que a cada 30 dias o presidente Lula o convida para uma conversa para trocar ideias sobre política em geral, sobre a Câmara e sobre acontecimentos que a envolvem.
Na conversa, ele assegurou a Lula que a Medida Provisória 460, que seria votada nesta terça-feira(04), vai a Plenário nesta quarta(05).
A MP 460, que reduz tributos da construção civil de imóveis do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, está trancando a pauta da Câmara.
A medida provisória foi aprovada pelos deputados, mas na votação do Senado recebeu emendas e, por isso, depende de nova votação na Câmara.
Entre as emendas mais polêmicas a serem apreciadas pelos deputados estão a que institui o ressarcimento de créditos prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a empresas exportadoras e a que permite ao comércio cobrar preços diferenciados de acordo com a forma de pagamento escolhida pelo consumidor: dinheiro, cheque ou cartão.