Secretaria Municipal de Saúde esclarece sobre surto de febre amarela no Brasil
Fonte: Alessandra Costa Marques/Comunicação/Prefeitura com informações Nota Técnica/Ministério da Saúde
Autor da Foto: Comunicação/Prefeitura
Devido à situação atual da febre amarela no país, com aumento da ocorrência do número de casos de febre amarela silvestre no estado de Minas Gerais, o Ministério da Saúde lançou Nota Técnica com orientações a respeito da conduta frente à ocorrência de casos de febre amarela, como ainda, na identificação e notificação oportuna desses casos, para intensificação da vigilância da doença.
Hoje, no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, vivemos um surto de Febre Amarela, com o aumento do número de casos da doença acima do normal que ocorre em regiões específicas, sem espalhamento.
Até o dia 27 de janeiro de 2017, 555 casos suspeitos de febre amarela foram notificados ao Ministério da Saúde, desses, 442 (79,6%) casos permanecem em investigação, 87 (15,7%) casos foram confirmados e 26 (4,7%) foram descartados. Do total de casos, 107 evoluíram para óbito, sendo que 65 (60,7%) óbitos permanecem em investigação e 42 (39,3%) óbitos foram confirmados. Conforme informe do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, Nº. 04/2017, os casos estão localizados: Região Centro-Oeste: Distrito Federal, Goiás e Mato Grosso do Sul; Região Nordeste: Bahia; Região Sudeste: Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo.
Porém, é de relevante importância conhecer a doença, seus sintomas e sua imediata notificação. Em Campo Novo do Parecis, dados do Departamento de Vigilância Epidemiológica, responsável pelo acompanhamento dos casos, aponta que no histórico do município não há casos registrados da doença até o momento, e que a cobertura Vacinal da doença está desde 2011 acima de 95%, o que indica que a população já se encontra imunizada.
A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar o indivíduo infectado à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. De acordo com Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e é comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus.
O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de uma pessoa infectada para outra pessoa.
A doença possui dois ciclos epidemiológicos distintos de transmissão: silvestre e urbano. Nos dois casos, o vírus transmitido é o mesmo, assim como os sintomas da doença. O que difere um ciclo do outro é o mosquito transmissor.
No ciclo silvestre da febre amarela, os macacos são os principais hospedeiros do vírus, e os vetores são mosquitos com hábitos estritamente silvestres, sendo os gêneros Haemagogus e Sabethes os principais na América Latina. Quando o mosquito pica um macaco doente, torna-se capaz de transmitir o vírus a outros macacos e também ao homem.
No ciclo urbano, o homem é o único hospedeiro com importância epidemiológica e a transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, comum nas cidades e que também transmite a dengue, o zika vírus e a Chikungunya.
Esquema de Vacinação
A Organização Mundial da Saúde considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. No entanto, como medida adicional de proteção, o Ministério da Saúde definiu a manutenção do esquema de duas doses da vacina Febre Amarela no Calendário Nacional, sendo uma dose aos noves meses de idade e um reforço aos quatro anos.
A recomendação de vacinação para o restante do País continua a mesma: toda pessoa que reside em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e pessoas que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata dentro dessas áreas, deve se imunizar.
Indicação de vacinação para febre amarela
Para pessoas de 2 a 59 anos, a recomendação é de duas doses. Pessoas com 60 anos ou mais, que nunca foram vacinadas, ou sem o comprovante de vacinação, o médico deverá avaliar o benefício desta imunização, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos nesta faixa-etária ou decorrente de comorbidades.
Apesar da alta eficácia do imunobiológico, o Ministério da Saúde alerta que, nos casos de pacientes com imunodeficiência, a administração da vacina deve ser condicionada à avaliação médica individual de risco-benefício, não devendo ser realizada em caso de imunodepressão grave. Indivíduos com histórico de reação anafilática relacionada a substâncias presentes na vacina (ovo de galinha e seus derivados, gelatina e outros produtos que contêm proteína animal bovina), assim como pacientes com história pregressa de doenças do timo (miastenia gravis, timoma, casos de ausência de timo ou remoção cirúrgica), também devem buscar orientação de um profissional de saúde.
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