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Secretaria de Saúde orienta sobre a prevenção contra o Caramujo Gigante Africano

  • Publicado em 24/03/2017

Fonte: Alessandra Costa Marques/Comunicação/Prefeitura com informações da Secretaria Municipal de Saúde

Autor da Foto: divulgação

Com a preocupação em relação à dengue e ao caramujo africano, Achatina Fulica, que já são avistados com grande frequência nos bairros da cidade por causa do período chuvoso, a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Novo do Parecis orienta os moradores sobre a necessidade de combater o caramujo africano, uma praga que pode transmitir doenças.

O caramujo gigante africano é encontrado em residências e lugares públicos. O modo mais seguro de identificá-lo é através da sua concha, que é geralmente da cor marrom-escuro, com listras esbranquiçadas desiguais, com a abertura da concha (a “boca” da concha) de borda afiada, bem diferente da abertura do caramujo da boca rosada.

O caramujo africano não é venenoso, embora ele é hospedeiro intermediário de  duas espécies de vermes  que, se transmitidos, podem causar doença que paralisa o sistema nervoso com extrema gravidade, dor abdominal, febre prolongada e vômito. A contaminação acontece pela ingestão de alimentos que tiveram contato com o caramujo e foram mal lavados, ou pelo contato direto com o molusco.

De acordo com a responsável pela vigilância, Fabiana Antunes, Diretora de Departamento de Vigilância Ambiental, o combate ao caramujo se torna difícil porque ele possui uma significativa resistência à seca e ao frio. Trata-se de um molusco, terrestre, que, quando adulto, atinge 15 centímetros de comprimento e 8 centímetros de largura, com mais de 200 gramas de peso. “A cada dois meses, um caramujo põe 200 ovos, esses 200 ovos da eclosão até a fase adulta duram apenas 5 meses, neste período cada um vai gerar mais 200 novos caramujos, então a reprodução é muito grande, além disso ele não faz uma seletiva de alimentos, ou seja, se não tiver planta ele come plástico, se não tiver plástico ele vai comer qualquer outra coisa”, destacou.

A Vigilância Ambiental informa ainda, que o combate deste, não é uma responsabilidade apenas dos órgãos públicos. Se encontrados em residências ou terrenos privados, é de competência do proprietário tomar medidas para sua eliminação.

Por isso, ao identificar o caramujo africano em seu terreno, o mesmo deve ser recolhido, pois é considerado também, um dos possíveis criadouros do mosquito Aedes Aegypti. Ao recolhê-lo, deve-se ter sempre cuidado de proteger as mãos com luva descartável, ou um saco plástico. Lembrando que a coleta deve ser feita manualmente (orientar as crianças que isto deve ser feito por um adulto), colocar os caramujos em recipientes de plástico ou vidro com água com sal (salmoura) ou somente sal por cima do mesmo (caso o morador ache esta ação a melhor a ser realizada) e em seguida tampar os potes e colocá-los em sacola plástica, podendo assim ser descartados em lixo comum já com a concha quebrada.

DICAS IMPORTANTES:

- Não é aconselhável utilizar veneno, sal ou outras substâncias que podem contaminar o ambiente e não afetam o molusco (lembrando que o sal irá afetar somente o caramujo adulto e não os ovos que se encontram no interior das conchas, e que, caso venha ser utilizado veneno próprio para eliminação do caramujo, tomar os devidos cuidados para evitar intoxicação).

- Os moluscos devem ser coletados sempre com uma proteção nas mãos, como luvas descartáveis ou sacolas plásticas.

- Mantenha o quintal limpo, pois o excesso de plantas, mato e entulho no quintal serve de criadouro para o caramujo.

- Frutas, verduras e legumes devem ser bem lavados. Devem ser deixados ao menos 10 minutos de molho em solução sanitária ou hipoclorito de sódio (uma colher de chá para cada litro de água). Após, lavar bem antes de consumir.

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