Secretaria de Saúde alerta para diferenças e sintomas de Infecção pelo Zica vírus
Fonte: Alessandra Costa Marques/Comunicação/Prefeitura com informações do Ministério da Saúde
Autor da Foto: Divulgação
O modo mais importante de transmissão do vírus Zika é por meio da picada do mosquito Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue e chikungunya, o principal vetor urbano das três doenças.
O Aedes albopictus também apresenta potencial de transmissão do vírus Zika e, devido a ampla distribuição, o combate ao vetor se configura a principal arma com a disseminação dessas doenças. Em relação às demais vias de transmissão, a identificação do vírus em líquido amniótico é que tem a maior importância devido ao risco de dano ao embrião.
É uma doença febril aguda, autolimitada na maioria dos casos e que, via de regra, não vinha sendo associada a complicações e que leva a uma baixa taxa de hospitalização.
De modo geral, estima-se que apenas 20%, cerca 2 em cada 10, das pessoas infectadas com o vírus Zika ficarão doentes, sendo a infecção assintomática mais frequente.
Desde que começou a circular no Brasil os especialistas observaram que o padrão da doença é caracterizado por febre baixa (menor do que 38,5 oC) ou sem febre, durando cerca de 1 a 2 dias, acompanhada de exantemas (rash cutâneo que é o aparecimento de erupções cutâneas vermelhas em um região específica ou por todo o corpo) no primeiro ou segundo dia, dor muscular leve, dor nas articulações de intensidade leve a moderada, frequente observação de edema nas articulações de intensidade leve, prurido e conjuntivite não purulenta em grande parte dos casos.
Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem excepcionalmente evoluir para óbito, como identificado no mês de novembro de 2015 pela primeira vez na história. Essas descrições estão em fase de caracterização e publicação pelas Universidades Federais do Rio Grande do Norte e de Pernambuco.
Os sinais e sintomas ocasionados pelo vírus Zika, em comparação aos de outras doenças exantemáticas (dengue, chikungunya e sarampo), incluem um quadro exantemático mais acentuado e hiperemia conjuntival, sem alteração significativa na contagem de leucócitos e plaquetas. Em geral, o desaparecimento dos sintomas ocorre entre 3 e 7 dias após seu início. No entanto, em alguns pacientes, a artralgia pode persistir por cerca de um mês.
Além da microcefalia, a infecção pelo vírus Zika também está relacionada a síndrome neurológica, como a síndrome de Guillain-barré.
No Brasil, a ocorrência de síndrome neurológica relacionada ao vírus Zika foi confirmada em julho de 2015, após investigações da Universidade Federal de Pernambuco, a partir da identificação do vírus em amostra de seis (6) paciente com histórico de infecção de doença exantemática. Destes, 5 (cinco) foram identificados em soro e 1 (um) em líquido cefalorraquidiano (LCR), sendo que 4 (quatro) tiveram diagnóstico de síndrome de Guillain-Barré e 2 (dois) de encefalomielite aguda disseminada (ADEM). Metade dos casos eram do sexo feminino; idade variando de 2 a 57 anos.
O tempo entre as manifestações clínicas de Zika e o quadro neurológico variou de 4 a 19 dias. O padrão clínico-epidemiológico não diferiu dos demais casos suspeitos que ainda estão sob investigação laboratorial.
Acompanhe na tabela a frequência de sinais e sintomas mais comuns de infecção pelo vírus Zika em comparação com a infecção pelos vírus da dengue e chikungunya, segundo observações da Universidade Federal de Pernambuco, até dezembro de 2015.
SINAIS/SINTOMAS DENGUE ZIKA CHIKUNGUNYA
|
Febre (duração) |
Acima de 38°C (4 a 7 dias) |
Sem febre ou subfebril 38°C (1-2 dias subfebril) |
Febre alta > 38°C (2-3 dias) |
|
Manchas na pele (Frequência) |
Surge a partir do quarto dia 30-50% dos casos |
Surge no primeiro ou segundo dia 90-100% dos casos |
Surge 2-5 dia 50% dos casos |
|
Dor nos músculos (Frequência) |
+++/+++ |
++/+++ |
+/+++ |
|
Dor na articulação (frequência) |
+/+++ |
++/+++ |
+++/+++ |
|
Intensidade da dor articular |
Leve |
Leve/Moderada |
Moderada/Intensa |
|
Edema da articulação |
Raro |
Frequente e leve intensidade |
Frequente e de moderada a intenso |
|
Conjuntivite |
Raro |
50-90% dos casos |
30% |
|
Cefaleia (Frequência e intensidade) |
+++ |
++ |
++ |
|
Prurido |
Leve |
Moderada/Intensa |
Leve |
|
Hipertrofia ganglionar (frequência) |
Leve |
Intensa |
Moderada |
|
Discrasia hemorrágica (frequência) |
Moderada |
ausente |
Leve |
|
Acometimento Neurológico |
Raro |
Mais frequente que Dengue e Chikungunya |
Raro (predominante em Neonatos) |
|
Fonte: Carlos Brito – Professor da Universidade Federal de Pernambuco (atualização em dezembro/2015) |
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Não existe tratamento específico para a infecção pelo vírus Zika. O tratamento recomendado para os casos sintomáticos é baseado no uso de acetaminofeno (paracetamol) ou dipirona para o controle da febre e manejo da dor. No caso de erupções pruriginosas, os anti-histamínicos podem ser considerados.
Não recomenda-se o uso de ácido acetilsalicílico e outros anti-inflamatórios, em função do risco aumentado de complicações hemorrágicas descritas nas infecções por outros flavivírus.
Os casos suspeitos devem ser tratados como dengue devido à sua maior frequência e gravidade conhecida.
Gestante com possível infecção pelo vírus zika durante a gestação, deverá imediatamente procurarem orientação médica e serem monitoradas.
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