Programa Estadual de Microcrédito em Campo Novo do Parecis.Veja
Publicado em 20/04/2010
Fonte: SECOM/MT
Autor: Secretário de Ação Social de Campo Novo do Parecis, Claudiomiro Bottin
O programa estadual Microcrédito tem se revelado uma ferramenta bastante útil para viabilizar e alavancar os negócios de pequenos empreendedores de todo o Estado. Em Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, por exemplo, trabalhadores colhem bons frutos alcançados com a ajuda do programa, alguns até mais de uma vez.
O casal Iroldo, 55 anos e Dilma Doerner, 53 anos, que cultivam hortaliças no quintal de casa em Campo Novo do Parecis, recorreram ao Microcrédito duas vezes.
"È preciso dinheiro para se fazer dinheiro. Se não fosse a ajuda do programa eu não teria como começar", reconhece Iroldo, que é jardineiro, mas agora se divide entre o trabalho para terceiros e o próprio negócio, onde conta com a ajuda da esposa.
Na primeira vez, em 2007, os D oerner investiram o dinheiro na compra de sementes de morango, uma bicicleta cargueiro, para facilitar a entrega, e materiais como tela plástica para uma estufa. "Trabalhamos, deu tudo certo, e fornecemos os morangos para o maior supermercado da cidade", lembra Dilma.
Da segunda vez, logo após a quitação da última parcela do primeiro financiamento, o casal adquiriu mais algumas ferramentas, mas principalmente sementes de hortaliças, que já abastecem o mesmo supermercado com produtos como alface, couve, repolho, almeirão, rúcula, entre outras hortaliças.
Diariamente, inclusive aos domingos, eles entregam de 30 a 60 pacotes de verduras, o que dá um lucro diário em torno de R$ 50,00 à família.
Motivado pelo sucesso dos pais, o filho Claudemir Doerner, 28 anos, espera faturar, em breve, um bom dinheiro com a apicultura. Com o empréstimo do Microcrédito realizado há um ano, que ele faz questão de dizer que já acabou de pagar, comprou 10 caixas (colméias) de abelha, cera, uniforme e fez o apiário.
Após os 90 dias necessários para que elas se tornassem produtivas, colocou as abelhas no cerrado de uma propriedade rural, perto do município.
"Minha produção ainda é pequena. Eu mesmo embalo e vendo de porta em porta. A florada do cerrado leva de 60 a 80 dias para dar 10 caixas, ou 600 quilos de mel. Vendo o quilo por R$ 10,00, mas quero chegar a ter 50 caixas, produzir mais e vender em supermercado", planeja o apicultor.
O secretário de Trabalho e Ação Social de Campo Novo, Claudiomiro Bottim, disse que a Prefeitura trabalha na criação de um selo de inspeção municipal para que os produtores possam vender para os supermercados e escolas. "Esse selo vai ajudar bastante", disse, Bottin.
No momento, as abelhas de Claudemir migraram do cerrado para as plantações de girassol, onde, com suas 10 caixas de abelha, ele espera faturar R$ 5 mil em duas colh eitas. "A florada do girassol é só em maio.
Depois não ganho dinheiro até a nova primavera no cerrado, que tem florada mais demorada. No mês que vem, com a renda da produção do girassol vou aumentar minhas colméias para 25".