Produção industrial brasileira avança e inflação desacelera, segundo o IBGE. Veja
Publicado em 20/04/2010
Fonte: Assessoria
Autor: Enquanto a produção industrail avança, inflação desacelera
A produção industrial brasileira avançou 1,3% em maio, ante abril - na série com ajuste sazonal -, mas ainda ficou 11,3% menor na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou nesta quinta-feira(02) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a pesquisa, este foi o quinto resultado positivo da produção do setor na comparação mês/mês anterior. No acumulado deste período, a alta é de 7,8%. "Em relação a maio de 2008, houve recuo de 11,3%, mantendo uma sequência de sete meses de taxas negativas nesse confronto".
No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial teve recuo de 5,1% em maio, ante a queda de 3,9% apurada em abril, atingindo o menor resultado desde o início da série histórica, em 1991.
Inflação desacelera em junho
A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) desacelerou em junho, influenciado pelos grupos Habitação e Despesas Diversas. O indicador subiu 0,12% em junho, ante alta de 0,39% em maio e avanço de 0,20% na terceira leitura do mês passado, confirmou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quinta(02).
Seis das sete classes de despesas que compõem o índice registraram alívio em suas taxas de variação frente à leitura anterior de junho. As principais contribuições para a desaceleração vieram de Habitação, que saiu de alta de 0,30% para 0,12%, e de Despesas Diversas, grupo que desacelerou o avanço de 1,11% para 0,31%.
Alimentação, por sua vez, mostrou aceleração na taxa ao registrar alta de 0,12% depois da variação positiva de 0,01% na leitura anterior. Entre os itens individuais, as principais pressões de baixa foram de mamão papaia, cenoura, batata-inglesa, tarifa de eletrecidade residencial e laranja pêra. As pressões de alta vieram de leite longa vida, aluguel residencial, alho, melancia e abobrinha.
No ano, o IPC-S acumula alta de 2,66% e, nos últimos 12 meses, de 4,87%. As principais influências individuais para a alta do índice no primeiro semestre vieram de leite longa vida, cigarros, batata-inglesa e aluguel residencial. Em contrapartida, ajudaram a conter o avanço do IPC-S no ano as quedas nos preços do tomate, limão, passagem aérea e feijão preto.