Expedição Terra Parecis celebra o Dia do Índio
Fonte: Luiz Carlos Bezerra ASCOM/SECULTUR
Autor da Foto: Silvia Schneiders
Aconteceu no último domingo, 19, a primeira edição da Expedição Terra Parecis. Um evento para os amantes da aventura e natureza que contou com a presença de 40 participantes, que com carros e motos, realizaram o percurso de 200 km pela terra indígena Utiariti.
Com a realização do Governo Municipal de Campo Novo do Parecis através da Secretaria de Cultura e Turismo, SECULTUR, a primeira edição da Expedição Terra Parecis vai deixar boas recordações aos participantes que tiveram a oportunidade de conhecer as belezas naturais da região, como as Cachoeiras Salto da Mulher e Quatro Cachoeiras e cinco aldeias: Wazare, Salto da Mulher, Chapada Azul, Marekwa e Quatro Cachoeiras.
Segundo João Ricardo, Chefe de Planejamento e Fomento ao Turismo, a data escolhida foi de encontro com o Dia do Índio, o que os deixou muito contentes. Em todas as Aldeias a recepção foi calorosa e bem acolhedora. “Vestidos com trajes típicos os indígenas apresentaram danças, como o Zolane, que simboliza as boas vindas, comercializaram artesanato, pinturas corporais e apresentaram curiosidades aos visitantes da Expedição, como o Jikunahati, também conhecido como o cabeçabol, que é um dos esportes tradicionais do Povo Paresí-Haliti”, comenta João.
Para Guaracy Calaza, engenheiro agrônomo e presidente do Rotary Clube de Campo Novo, o evento é maravilhoso para quem curte a natureza. “Passar um dia dando risadas com os amigos e colegas, pegar barro na estrada e depois tomar um banho nas cachoeiras de águas cristalinas não tem preço. Em resumo podemos dizer que um evento como esse nos deixa de corpo e alma lavados”, disse.
Cada participante pagou o valor de R$80,00 e recebeu uma camiseta do evento, um delicioso café da manhã e o almoço com churrasco, que foi servido na Aldeia Salto da Mulher. A Expedição Terra Parecis teve o patrocínio daEl Shaday Prestadora de Serviços e AP Max- Agricultura de Precisão.
Contato com a Natureza
Maria Margarete, Servidora Pública em Campo Novo do Parecis, diz que a Expedição, assim como outros eventos que estão sendo realizados pela SECULTUR e Departamento de Turismo, tem essa finalidade de proporcionar que as pessoas tenham mais contato com a natureza, estimulando a valorização ainda maior do potencial da região.
O Presidente do Rotary Club, Guaracy Calaza, conta ainda que a oportunidade de ver as belezas naturais da região dentro das Aldeias, juntamente com a integração de pessoas dos diversos segmentos da sociedade, crianças, jovens e adultos, e os povos indígenas é uma das experiências mais marcantes.
Participantes de outras localidades
Entre os participantes da Expedição estava Omar Gonzalez,17 anos, do México e Thibault Vu, 17 anos, da França. Para eles a experiência de conhecer as Aldeias valeu ter pulado da cama às 6h e por toda a aventura enfrentada durante o percurso de chuva e lama.
Para Aparecida Cunha, professora no Estado de Minas Gerais, e toda a sua família que estiveram presentes na Expediçãoo dia foi também muito agradável. “As famílias participando alegres, conhecendo o modo de vida dos índios são recordações que levamos para casa.O evento coincidiu com o Dia Índio e percebemos que eles ficaram muito contentes com a nossa visita, assim como nós também tivemos a felicidade de fazer parte desse intercâmbio maravilhoso”
Participaram também turistas de Tangará da Serra e Barra do Bugres.
O Dia do Índio
Em 1940, o 1º Congresso Indigenista Interamericano, reunido em Patzcuaro, México, aprovou uma recomendação proposta por delegados indígenas do Panamá, Chile, Estados Unidos e México.
Pelo Decreto-lei nº 5.540, de 02 de junho de 1943, o Brasil adotou essa recomendação do Congresso Indigenista Interamericano. Assinado pelo Presidente Getúlio Vargas e pelos Ministros Apolônio Sales e Oswaldo Aranha.
Em entrevista o cacique Rony, da Aldeia Wazare, conta que a data é motivo de alegria aos povos indígenas, poisé um reconhecimento oficial do governo para com eles.
O cacique salienta, assim, como todos os outros caciques entrevistados, que todo dia é Dia de Índio, e que a data é propicia para reflexão sobre o como estão vivendo os índios, bem como pensar na questão da saúde dessa população, e outras questões como demarcação das terras, subsistência e geração de renda.
“O que somos, como estamos e o que queremos? São questões fundamentais para refletirmos. Manter a essência da cultura é fundamental, porém, buscar alternativas inovadoras e que venham somar para a cultura indígena também faz parte do processo que passamos”, disse o Cacique.
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