Dia Internacional da Síndrome de Down comemorado neste dia 21/3 pede atenção e respeito, não o preconceito
Fonte: Alessandra Costa Marques/Comunicação/Prefeitura
Autor da Foto: Divulgação
Comemorado hoje, 21/3, o Dia Internacional da Síndrome de Down foi instituído pela “Down Syndrome International”, com o objetivo de conscientizar a população e chamar a atenção, pedir respeito sobre o combate ao preconceito e a inclusão dessas pessoas na sociedade.
A data foi escolhida dentre os 365 dias do ano, o “21/03” foi inteligentemente escolhido porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia). A ideia surgiu na Down Syndrome Internacional, na pessoa do geneticista da Universidade de Genebra, Stylianos E. Antonorakis, e foi referendada pela Organização das Nações Unidas em seu calendário oficial.
Oficialmente estabelecida em 2006 e amplamente divulgada, essa data tem por finalidade dar visibilidade ao tema, reduzindo a origem do preconceito, que é a falta de informação correta. Em outras palavras, combater o “mito” que teima em transformar uma diferença num rótulo, numa sociedade cada vez mais sem tempo, sensibilidade ou paciência para o “diferente”.
A Síndrome de Down foi descoberta em 1862 pelo médico britânico John Langdon Down e apesar de ainda estarmos em situação muito distante da ideal, nesse intervalo de 153 anos muitos foram os avanços no âmbito da ciência e da sociedade, de forma especial nas últimas três décadas.
Importante ressaltar que a Síndrome de Down não é uma doença, e não impede, de maneira nenhuma, que o indivíduo tenha uma vida social normal, felizmente, hoje, isso é lei, porém muitas pessoas ainda desconhecem que a criança com Síndrome de Down (ou qualquer outra dificuldade de aprendizado) tem que ser matriculada em escola regular, junto com todas as outras crianças. Essa convivência é extremamente saudável para todos, e a conduta mais eficiente para o aprendizado pedagógico – que se torna um pouco mais demorado devido àquele terceiro cromossomo, mas acontece.
É muito importante que todos saibam que cada pessoa com síndrome de Down também tem gostos específicos, personalidade própria e individual, habilidades e vocações distintas entre si. Obviamente o diagnóstico genético carrega consigo algumas especificidades, como, por exemplo, a cardiopatia (problemas no coração), presente em aproximadamente 50% dos casos; às vezes problemas de audição e/ou visão; atraso no desenvolvimento intelectual e da fala, dentre alguns outros, questões pontuais e de saúde, a serem detectadas e tratadas com orientação médica e terapeuticamente - ou seja, ninguém jamais pode prever até onde pode chegar o desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down – assim como das demais pessoas.
Os portadores de Down devem ser estimulados a terem sonhos e projetos, crescerem, estudarem e trabalharem como qualquer ser humano, e têm todo o direito de lutar pela sua total autonomia, sem que sua condição genética represente qualquer tipo de barreira.
Que este dia sirva para reflexão de uma maior convivência saudável entre amigos e familiares, colegas e sociedade, de maneira atenta a todo tipo de diversidade. O mesmo acontece quando você tem a oportunidade de conviver com uma pessoa com a Síndrome de Down, então, olhe para ela e não para a síndrome e você vai descobrir um ser humano tão incrível quanto você.
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