Campo Novo do Parecis se prepara para vacinação contra Influenza e realiza reunião técnica com Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem vacinadores
Fonte: Alessandra Costa Marques/Comunicação/Prefeitura
Autor da Foto: Alison Caetano/Comunicação/Prefeitura
Na manhã desta quarta-feira (30) o Departamento de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Municipal de Saúde, realizou uma reunião com todos os Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem vacinadores do município para discutir a estratégia da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza no município.
Os profissionais receberam informações acerca do início da vacinação contra a Influenza, que ocorrerá no dia 30 de abril e segue até o dia 20 de maio, segundo orientações do Ministério da Saúde.
Também, foram colocadas aos Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem vacinadores as orientações sobre os cuidados que devem ser repassados a população, ou seja, os cuidados adotados nas primeiras 48 horas do início dos sintomas de gripe, especialmente entre o público que faz parte do grupo de risco para desenvolver complicações (como desconforto respiratório intenso), são essenciais para reduzir a duração dos sintomas e a ocorrência de agravamento da infecção pelos vírus da influenza – entre eles H1N1.
A vacina foi produzida para combater os vírus da Influenza do tipo A (H1N1 e H3N2) e do tipo B (B/Brisbane/60/2008) e tem a seguinte eficácia: em adultos saudáveis, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas, após a vacinação e apresenta, geralmente, duração de 6 a 12 meses. O pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas, embora em idosos os níveis de anticorpos possam ser menores.
Foi falado ainda sobre o uso dos medicamentos que aliviam os sintomas e do reforço na hidratação, o uso de fosfato de oseltamivir (ou Tamiflu, nome comercial do medicamento disponível só nas Unidades de Saúde) que deve ser indicado para pacientes que têm possibilidade de evoluir com complicações da gripe.
Em Campo Novo do Parecis, o Dia “D de vacinação” contra influenza será dia 30/04 e está marcado para acontecer em todas as unidades de saúde, com exceção do Distrito Marechal Rondon.
A meta de vacinação para este ano, segundo a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica, Gizelle Perin, é de vacinar no mínimo 80% do público alvo, cerca de mais de 4.800 pessoas, e para este ano o esquema vacinal cobra no ato da vacina toda a documentação, isto é, apresentação de: Certidão de Nascimento, Cartão de Vacina, Cartão do SUS e CPF. “Precisamos que as mães ou responsáveis fiquem atentas a documentação o sistema mudou e os documentos são necessários”, destaca a responsável pela Vigilância Gizelle.
Ainda segundo a enfermeira responsável, a Secretaria de Estado de Saúde encaminhou o cronograma de distribuição de vacinas assinalando que serão distribuídas inicialmente, cerca de 50% do total de doses.
QUEM DEVE RECEBER A VACINA
A população alvo é estipulada pelo Ministério da Saúde, assim como a quantidade de vacinas recebidas e aplicadas no município. Foi frisado que as doses de vacinas recebidas são limitadas e exclusivas para o público alvo. O município não tem autonomia para alterar o grupo prioritário.
O grupo prioritário elencado pelo Ministério da Saúde é considerado aquele com maior risco de complicações graves e óbito pelo vírus da influenza. Assim, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza objetiva reduzir a mortalidade, as complicações e as internações decorrentes das infecções pelo vírus da influenza, na população alvo para a vacinação.
A população prioritária desta campanha é formada por
- Crianças de 6 meses a menores de 5 anos;
- Gestantes em qualquer idade gestacional;
- Puérperas até 45 dias após o parto;
- Trabalhador de Saúde dos serviços públicos e privados, nos diferentes níveis de complexidade.
* São considerados profissionais de saúde pela Resolução nº 218, de 06/03/1997, do Conselho Nacional de Saúde: Assistentes Sociais; Biólogos; profissionais de Educação Física; Enfermeiros; Farmacêuticos; Fisioterapeutas; Fonoaudiólogos; Médicos; Médicos Veterinários; Nutricionistas; Odontólogos; Psicólogos; e Terapeutas ocupacionais;
* Lembramos ainda que o nível técnico em enfermagem e odontologia e os Agentes Comunitários de Saúde também são considerados profissionais de saúde.
- Indígenas a partir dos seis meses de idade, todos em qualquer idade;
- Indivíduos com 60 anos ou mais de idade;
- População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional;
- Pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independente da idade. Este público precisa:
* Apresentar no ato da vacinação, obrigatoriamente, a prescrição médica especificando o motivo da indicação da vacina;
* Pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS, devem se dirigir aos postos que estão cadastrados para receberem a vacina, sem a necessidade da prescrição médica;
* Pacientes que são atendidos na rede privada ou conveniada devem buscar a prescrição médica com antecedência junto ao seu médico assistente, devendo apresentá-la nos postos de vacinação durante a realização da campanha.
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Lista das Doenças Crônicas e outras condições clínicas especiais |
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Categoria de risco clínico |
Indicações |
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Doença respiratória crônica |
Asma em uso de corticóide inalatório ou sistêmico (Moderada ou Grave); DPOC; Bronquiectasia; Fibrose Cística; Doenças Intersticiais do pulmão; Displasia broncopulmonar; Hipertensão arterial Pulmonar; Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade.
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Doença cardíaca crônica |
Doença cardíaca congênita; Hipertensão arterial sistêmica com comorbidade; Doença cardíaca isquêmica; Insuficiência cardíaca.
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Doença renal crônica
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Doença renal nos estágios 3,4 e 5; Síndrome nefrótica; Paciente em diálise.
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Doença hepática crônica |
Atresia biliar; Hepatites crônicas; Cirrose.
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Doença neurológica crônica |
Condições em que a função respiratória pode estar comprometida pela doença neurológica; Considerar as necessidades clínicas individuais dos pacientes incluindo: AVC, Indivíduos com paralisia cerebral, esclerose múltipla, e condições similares; Doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular; Deficiência neurológica grave.
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Diabetes |
Diabetes Mellitus tipo I e tipo II em uso de medicamentos.
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Imunossupressão |
Imunodeficiência congênita ou adquirida Imunossupressão por doenças ou medicamentos
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Obesos |
Obesidade grau III.
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Transplantados |
Órgãos sólidos; Medula óssea.
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Portadores de trissomias |
Síndrome de Down, Síndrome de Klinefelter, Sídrome de Wakany, dentre outras trissomias.
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Fonte: Ministério da Saúde – 2016.
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